domingo, 2 de maio de 2010

A África do Sul e o Apartheid

A presença de europeus na África do Sul data de 1652, ano em que aí desembarcaram os primeiros colonos holandeses, fundadores da colônia do Cabo.
Com as Guerras napoleônicas, os ingleses ganharam a posse da colônia do Cabo, expulsando os holandeses para o interior do continente, onde fundaram as repúblicas de Orange e Transvaal, depois de expulsarem os negros da região.
Em 1961 foi proclamada a República da África do Sul.
A África do sul é um país seco e os solos são pobres, sendo que apenas 12% de sua área é considerada arável.
Seu principal produto agrícola é o milho e o seu rebanho mais importante é o de ovinos.
A África do Sul apresenta a maior concentração mundial de riquezas minerais, que são seus principais produtos de exportação.
As maiores concentrações urbanas da África do Sul estão em Joanesburgo (capital), cidade do Cabo e Pretória.
Os negros constituem a maioria da população da África do Sul (68%), sendo que os brancos representam apenas 19%.
Até recentemente os brancos mantinham a terrível política de segregação ou discriminação racial denominada apartheid.
O apartheid limitava a ação do povo negro na África do Sul, estabelecendo que os negros:
• não tinham representatividade política no parlamento, pois não eram considerados cidadão da África do sul;
• só podiam morar em lugares determinados pelos brancos;
• não poderiam ter cargos elevados, sendo obrigados a exercer apenas cargos ligados a agricultura, mineração, trabalhos domésticos e outros de baixa remuneração;
• não tinham livre circulação no país, sendo obrigados a usar uma espécie de passaporte, sempre que necessitassem transitar nas áreas habitadas pelos brancos.
Os negros, descontentes com essa situação, protestavam através de movimentos pacifistas, que eram massacrados pelos soldados brancos.
Na luta contra o apartheid, foram mortos milhares de negros, incluindo mulheres e crianças.
As lutas dos negros contra esse regime e as críticas e boicotes econômicos feitos por outros países, obrigaram o governo da África do Sul a assinar uma nova Constituição provisória e não racial, que dava à maioria negra o direito ao voto. As primeiras eleições gerais (onde o negro também podia votar), foram marcadas para abril de 1994 e elegeu Nelson Mandela o presidente do país.
Mandela liderava uma das maiores organizações políticas de luta pelo direito dos negros, o Congresso Nacional Africano.
Nelson Mandela foi libertado em 1990, após ficar 27 anos preso por ser um dos lideres na luta pelos direitos dos negros africanos. Também foi eleito o presidente da África do Sul.

5 comentários:

  1. Uma vergonha para Holandeses e Ingleses.............. Gislene

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  2. um dos regime mais racista da Historia teve apoio e tutela incondicional dos EUA nada mal para um país que tem como missão oficial de espalhar os direitos humanos para o resto do mundo

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  3. nossa uma vergonha para eles (Holandeses e Ingleses)Gostei do texto arazou

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  4. Dica:
    Assista ao filme Cry Freedom para saber mais sobre esse regime.

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